sábado, 22 de maio de 2010

Brutal: As razões do mal

Brutal: As razões do mal

Veja online


A procuradora Vera Lúcia, acusada de torturar a menina que pretendia adotar, tenta justificar sua crueldade culpando a criança. Uma testemunha afirma que ela também batia na mãe. Como uma bruxa má, não demonstra nenhum arrependimento e sua lógica é a da desrazão
...
 
 A monstruosidade da procuradora é identificada por especialistas como típica dos psicopatas. Eles são capazes de entender intelectualmente a diferença entre o bem e o mal, mas não demonstram ter aquelas emoções que estão na base do senso moral das pessoas -
 
Na íntegra no Dois em Cena
 
.....
 

Entrevistas com Psicopatas

Não, não temos sentimentos éticos e altruístas
Nem sentimentos de culpa e de vergonha
Sim,abusamos de mentiras e insinceridade
Sim,mascaramos atos amorais
Não, jamais admitiremos erros
Sim, ignoramos regras éticasSim, fazemos intrigas
Sim, fazemos uso de manipulação e chantagem
Sim, não temos remorsos
Sim, somos promíscuos
Sim, somos irresponsáveis
Não, não nos responsabilizamos por nossas ações
Sim, faremos de tudo para alcançarmos nossos objetivos
Sim, somos racionais articuladores
Sim, estaremos sempre impunes
Sim, queremos destruir vocês
Não, suas emoções não nos incomodam
Não, não temos princípios
Sim, queremos derrubar todos os valores
Sim, somos irreconhecíveis
Sim, somos transgressores
Sim, somos indiferentes aos seus sentimentos
Sim, nossa mente é cruel
Sim,sabemos representar
Sim, somos predadores
Sim, vocês são as presas
Sim, queremos o poder
Sim, somos perversos
Sim, somos superiores
Sim, somos psicopatas
Não, não existe tratamento...
Do Blog Psicopatas

sábado, 8 de maio de 2010

Mas afinal, o que é um psicopata?

Quando vemos cenas de violência, como a que marido matou a mulher, em Belo Horizonte, Minas Gerais, nosso corpo reage. O coração acelera, a pele transpira, sentimos um frio na barriga. São essas sensações que nos diferenciam dos psicopatas.
O cérebro deles não apresenta alterações estruturais, mas funciona de forma diferente. Para o professor de neurologia é possível dimensionar falhas nessa região do cérebro, considerada um marcador corporal da emoção.
“Pode existir uma falha da transmissão química entre os neurônios, uma falha da atividade elétrica dos neurônios. Esse indivíduo tem uma linguagem normal, uma noção normal, uma percepção normal e um raciocínio lógico normal. O único problema dele é que ele viola as nossas normas morais e sociais. Mais do que isso: ele não se arrepende”, explica Benito Damasceno, neurologista da UNICAMP.

Os cientistas ainda não descobriram o que causa essa deficiência no funcionamento cerebral.

O ser humano nasce ou não com uma tendência biológica a psicopatia, mas o que define se ela vai se manifestar e em que grau é o tipo de criação. A estrutura da nossa personalidade é formada até os 8, 10 anos de idade, principalmente, nessa fase a criança precisa se sentir amada, protegida e acima de tudo receber limites e aprender a seguir regras.

“Pais que não colocam limites nos filhos, que deixam os filhos fazerem tudo que querem... Esses pais estão criando futuros psicopatas”, fala a psicóloga, Maria de Fátima dos Santos.
Por vinte anos Maria de Fátima trabalhou no sistema prisional e avaliou criminosos que haviam cometido estupros e assassinatos em série. Segundo ela, 90% deles são psicopatas e a grande maioria sofreu violência na infância. “Ele teve lá na infância alguma coisa que o fez se tornar insensível”.

De acordo com os especialistas 30% das pessoas são psicopatas. Gente que transgride regras, costuma ser agressiva, de humor inconstante e tem dificuldade para controlar seus impulsos. “Aquele que tem a insensibilidade muito forte, em que a raiva é o sentimento predominante... Quando ele se vê frustrado, vai, agride de uma forma violenta e mata”.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

No mundo dos demonios não existe compaixão

Mundo voraz e exterminador
Onde a imoralidade predomina.
Onde instintos bestiais são desencadeados no cotidiano como princípios de cultura.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão.
A consciência moral convive placidamente com a tirania deturpadora da ética
Métodos sugestivos são despejados nas mentes condicionando-as a tudo aceitar, a tudo se calar.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão.
Deus assim fez o mundo, para que os bons se revelassem, para que os bons socorressem as vítimas, renovassem os princípios, mantivessem Seus mandamentos.
Mas os bons se calam, se vestem de branco nas viradas dos anos, na esperança que Deus olhe por eles, mesmo sabendo que ignoraram os outros deixando-os por conta dos maus.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
e para este mundo serão levados não só os maus, serão levados os omissos, os complacentes, os quietos, pois é função do mal punir aqueles que não são os filhos e filhas de Deus.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
e este mundo perverso avança implacável, demolidor, derrotando aqueles que sequer perceberam pelo que e por quem deveriam lutar.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
criam ilusões de porvir melhor, emparedam o raciocínio, o conhecimento, a educação.Corrompido permanece o discernimento.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
e quando se percebe quanto é deprimente, cruel e patético vivermos neste mundo já é tarde.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
Corrompem,seduzem.Aceitam vantagens em detrimento do próximo.Calam-se as injustiças.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
o engodo é arma mestre contra a liberdade, CONTRA A LIBERDADE.
 
No mundo dos demônios não existe compaixão
Não encontrarão quem chorará por vós!
Não encontrarão!
 
Encontrarão Psicopatas reinando no mundo dos demônios!
 
Ana Maria C. Bruni
Itacaré- Bahia

terça-feira, 17 de novembro de 2009

PSICOPATAS - Você pode ser a próxima vítima

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Por muitos anos vivemos com o conceito falso de que ser PSICOPATA era o mesmo que ser doente, louco. Grande engano. Ser psicopata é o mesmo que mau caráter. Segundo a psiquiatria moderna, PSICOPATA é a pessoa desprovida de AFETO. É aquele tipo de gente que não mede esforços para atingir o que deseja, mesmo que isso custe até a vida de outra pessoa. Ou seja, PSICOPATA é aquela figura que vive para saciar os sentidos, exclusivamente.

AFETO não é só aquela imagem que temos onde uma pessoa coloca outra no colo e faz carinho e afagos. AFETO é o sentimento que nutrimos por outro ser vivo que nos faz tomar o lugar dessa outra pessoa, principalmente quando esta passa por um momento crítico. AFETO é amor ao próximo, é o que nos faz sentir pena, o que nos induz a ajudar.

O PSICOPATA não é um doente. É uma pessoa que não gosta de ninguém;  usa e abusa dos outros. É extremamente inteligente e meticuloso. Calcula seus passos. Encara todos que não concordam com seus discursos como 'pedras no caminho'. Vive uma bola de neve, pois se sacia rápido com o que conseguiu e em seguida parte para o próximo objetivo, como um vampiro que não ficou satisfeito com um pescoço  apenas.

O mérito deste texto e tentar desmistificar, na cabeça das pessoas, a aura de ser doente, DIGNO DE PENA. Não podemos ter pena de PSICOPATAS. Precisamos achar meios de auto defesa e urgentemente, pois ter pena só aumenta o prejuizo, já que eles aproveitam-se deste argumento para aumentar a auto-vitimização. Toda vez que é acuado ele pode ter duas reações: agressividade ou auto-vitimização.

Podemos reconhecer o PSICOPATA em muitas pessoas que nos rodeiam. Mas os que tem maior poder destrutivo são aqueles administram o dinheiro público e os que comandam mentes, como líderes religiosos. Estes últimos podem, com  carisma e inteligência, convencer pessoas a cometerem atos horrendos. Já o político ladrão matará muitas vidas por causa do desejo em ter dinheiro e poder.

Mas o que marca um PSICOPATA é a sua capacidade de dormir tranquilo. Comete o ato vil e ainda sonha com carneirinhos, sem maiores problemas.

Por isso que não podemos contar com a CONSCIÊNCIA deles pois, como digo sempre, até a DOR DE CONSCIÊNCIA é para poucos.

Tente reconhecer personalidades psicopatas que te rodeiam. Tente identificar… mas não caia na cilada de ter pena, pois assim você se tornará a próxima vítima

Blog de Um Brasileiro

Denuncie Crimes contra os Direitos Humanos

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Não permita que psicopatas fiquem impunes!

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CÉREBRO DO PSICOPATA - CÉREBROS DOENTES

 Os cérebros dos psicopatas são diferentes dos cérebros das pessoas normais?

Nos últimos 20 anos, muitos estudos têm mostrado que assassinos e criminosos muito violentos têm evidências precoces de doença cerebral.
Por exemplo, num estudo feito por Pamela Y. Blake, Jonathan H. Pincus e Cary Buckner - Neurologic abnormalities in murderers, 20 de 31 assassinos confessos e sentenciados possuiam diagnósticos neurológicos específicos:

- mais de 64% dos criminosos foram diagnosticados com anormalidades no lobo frontal.

Muitos comportamentos associados às relações sociais são controlados pelo lobo frontal, que está localizado na parte mais anterior dos hemisférios cerebrais. Todos os primatas sociais desenvolveram bastante o cérebro frontal, e a espécie humana tem o maior desenvolvimento de todos.

 

As principais subdivisões do encéfalo humano: as áreas frontais incluem o lobo frontal (a área é denominada área pré-frontal), o córtex motor (responsável pelo controlo voluntário do movimento muscular) e o córtex sensorial (que recebe a informação sensorial vinda principalmente do tacto, vibração, dor e sensores de temperatura).

Há muito tempo que os neurocientistas sabem que as lesões nos lobos frontais levam a anomalias graves em determinados comportamentos. O uso abusivo da lobotomia pré-frontal (lobos = porção, parte + tomos = corte, ou seja, corte do lobo frontal), como uma ferramenta terapêutica pelos cirurgiões em muitas doenças mentais nas décadas de 40 e 50, forneceu dados suficientes aos pesquisadores para concluir que a génese de muitas personalidades anti-sociais se encontra no lobo frontal.

 
Ilustração da leucotomia transorbital, uma operação cirúrgica que foi amplamente utilizada nos anos 50 para executar lobotomia pré-frontal em muitos tipos de doença mental. Desenvolvido pelo neurocirurgião americano Walter Freeman, ela consistia em inserir uma lâmina no "tecto" ósseo de uma das órbitas usando um martelo e anestesia local. O movimento da lâmina lesava conexões importantes entre as áreas frontais e o resto do cérebro.

Existem muitos exemplos de pessoas que adquiriram personalidades sociopáticas devido quer a lesões patológicas do cérebro quer a tumores.

António e Hanna Damásio são dois notáveis neurologistas e pesquisadores da Universidade de Iowa que investigaram na última década as bases neurológicas da psicopatologia. Os Damásios concluíram em 1990, por exemplo, que indivíduos que se tinham submetido a lesões no córtex frontal (e que tinham personalidades normais antes da lesão) desenvolveram comportamentos sociais anormais, levando a consequências pessoais negativas. Entre outras coisas, estes indivíduos apresentavam as tomadas de decisões inadequadas e inabilidades de planeamento com as quais são conhecidas por serem processadas pelo lobo frontal do cérebro.

Os Damásio também reconstituíram neurológicamente o primeiro caso conhecido da alteração de personalidade devido a uma lesão frontal no cérebro, observado no século XIX – o caso de Phineas Gage.

Phineas Gage era um supervisor de obras ferroviárias que perdeu parte de seu cérebro devido a uma barra de ferro que atravessou o seu crânio quando uma carga explosiva rebentou acidentalmente. Ele sobreviveu por muitos anos ao extenso trauma, mas tornou-se uma pessoa inteiramente nova, abusiva e agressiva, irresponsável e mentirosa, incapaz de imaginar e planear – características completamente diferentes dos da sua formação base.

O equilíbrio, por assim dizer, entre as suas faculdades intelectuais e as suas propensões animais fora destruído. As mudanças tornaram-se evidentes quando amainou a fase crítica da lesão cerebral. Mostrava-se agora caprichoso e irreverente, usando, por vezes, a mais obscena das linguagens, o que não era anteriormente seu costume, manifestando pouca deferência para com os seus colegas, impaciente relativamente a restrições ou conselhos quando eles entravam em conflito com os seus desejos, por vezes determinadamente obstinado, outras ainda caprichoso e vacilante, fazendo muitos planos para acções futuras que tão facilmente eram concebidos como abandonados… Gage já não era Gage.

Comportamento Neurológico – síndromes frontais, Maria Luísa Alburquerque

Baseado numa sofisticada reconstrução computadorizada da possível extensão da lesão cerebral, Gage parece ter sofrido uma lesão no córtex frontal ventromedial, num lugar muito semelhante ao dos pacientes de Damásio.


Reconstrução computadorizada da destruição do cérebro de Phineas Gage pela barra de ferro.

Ir para Entrevista a António Damásio

Funcionamento interno do cérebro do psicopata nos últimos dois / três anos: a tomografia PET.


O equipamento de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) obtém imagens seccionais do cérebro vivo, usando cores para representar os diferentes graus de actividade.

As imagens funcionais do cérebro, tais como as da imagem acima produzida por PET (positron emission tomography), têm sido usadas para corroborar a existência de anomalias neurológicas no lobo frontal dos sociopatas.

O PET obtém secções transversais do cérebro reconstruídas por computador, mostrando a cores o nível da actividade metabólica dos neurónios. Isto é conseguido injectando-se moléculas de glicose marcadas radioactivamente no sangue de pacientes e observando o quanto dele é incorporado em células cerebrais vivas. Quanto mais activas são as células, mais intensa é a imagem naquele ponto.

Usando o PET, o pesquisador médico americano Adrian Raine e colegas estudaram assassinos com resultados surpreendentes. Estes encontraram 41 assassinos que tinham um nível muito baixo do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal em relação às pessoas normais, indicando um déficit relacionado com a violência.

O dano nesta região cerebral, notou Raine, pode resultar em impulsividade, perda do auto-controle, imaturidade, emocionalidade alterada, e incapacidade para modificar o comportamento, o que pode facilitar actos agressivos.

Outras anormalidades observadas pelo estudo de PET do cérebro de assassinos apresentam assimetrias anormais de actividade na amígdala. É provável que estes efeitos estejam relacionados com a violência e a criminalidade, pois, algumas destas estruturas fazem parte do sistema límbico, que processa as emoções e o comportamento emocional.

Um aspecto interessante da pesquisa do Dr. Raine é que ele relacionou as imagens cerebrais de PET com as histórias pessoais dos assassinos, a fim de se certificar que tinham sido submetidos, quando eram crianças, a algum trauma psíquico; abuso físico ou sexual, abandono ou pobreza. Entre os assassinos, 12 tinham sofrido abuso significativo ou recebido maus tratos na infância. Foi descoberto que assassinos vindos de ambientes perturbadores tinham déficits muito maiores (14 % em média) na área órbito-frontal (zona central representada em cada uma das três imagens) do cérebro do que pessoas normais ou assassinos vindos de ambientes normais e saudáveis.


Imagens PET do cérebro de uma pessoa normal (esquerda), um assassino com história de privação na infância (centro) e um assassino sem história de privação (direita). As áreas em vermelho e amarelo mostram uma actividade metabólica mais alta, e em preto e azul, uma actividade metabólica mais baixa. O cérebro de um sociopata (direita) tem uma actividade muito baixa em muitas áreas.
Fonte: Imagens de Adrian Raine, University of Southern California, Los Angeles, USA

Os estudos iniciais controlados, realizados por Raine e colegas foram confirmados por uma série de investigações baseadas em PET com indivíduos sociopatas e criminosos violentos. Um estudo de 17 pacientes com diagnóstico de distúrbio de personalidade foram submetidos ao PET, em 1994. 

Os pesquisadores provaram que havia uma forte correlação inversa entre uma história de dificuldades de controle de agressividade durante toda a vida e o metabolismo regional no córtex frontal. Seis destes pacientes eram anti-sociais, o resto tinha vários distúrbios de personalidade (marginais, dependentes narcisistas…).

O PET foi usado novamente em 1995 para avaliar o metabolismo da glicose cerebral de oito sujeitos normais e oito pacientes psiquiátricos com história de comportamento repetitivo violento. Os autores obervaram que sete dos pacientes mostraram amplas áreas de baixo metabolismo cerebral, particularmente, no córtex pré-frontal e temporal medial quando comparado com os de sujeitos normais. Estas regiões têm sido implicadas como o substrato para agressão e impulsividade, a sua disfunção pode ter contribuído para pacientes com comportamento violento.

Mais recentemente (1997), a tecnologia de imagens cerebrais por PET mostrou também que os psicopatas diferiram dos não-psicopatas no padrão de fluxo cerebral relativo durante o processamento de palavras com conteúdo emocional.

Ainda que muitos destes resultados devam ser tomados com cuidado, todos eles convergem para uma importante descoberta: a de que os cérebros de criminosos violentos e sociopatas são, na verdade, alterados de uma maneira subtil, e que este facto pode agora ser revelado por novas técnicas sofisticadas.
Uma consideração importante é que o comportamento humano é extremamente complicado e resultado de uma interacção de muitos factores tais como sociais, biológicos e psicológicos.

Existem muitos factores envolvidos no crime. A função cerebral é apenas uma delas, diz o Prof. Adrian Raine. Mas, ao entendermos a sua função cerebral, estaremos numa melhor posição para entender as causas completas do comportamento violento.

Portanto, existe razoável evidência que os os sociopatas têm uma disfunção do cérebro frontal. Quando e a razão desta disfunção aparecer ainda é, até agora, totalmente desconhecido.

Muitas das características da personalidade dos psicopatas poderiam ser explicadas por déficits emocionais. Por exemplo, estes revelam pouco afecto pelos outros, são incapazes de amar, não ficam nervosos facilmente e não mostram culpa ou vergonha quando abusam de outras pessoas. Assim, os cientistas têm feito hipóteses (desde há muito tempo) de que os psicopatas têm uma deficiência nas suas reacções aos estímulos evocadores do medo e esta seria a causa da sua insensibilidade e também da sua incapacidade de aprender pela experiência.

Muitos testes psicométricos foram criados para analisar o cérebro e determinar a capacidade mental dos indivíduos. Os testes de Q.I. ajudam os profissionais a avaliar a inteligência do suspeito e o seu processo de pensamento, enquanto que os testes ajudam a descobrir os mistérios de sua personalidade. Estes examinadores ajudam os psiquiatras forenses a descobrirem as obsessões do indivíduo que pudessem influenciar no seu comportamento.

O mais famoso é o teste de Rorschach – pelo qual são analisadas as interpretações de uma pessoa de alguns desenhos abstratos. Um psiquiatra forense nunca se pode equivocar, pois um diagnóstico errado pode colocar em perigo o andamento de um julgamento.

Os psicopatas não mostram alteração nestes parâmetros quando são submetidos a stress ou a imagens desagradáveis. Estas alterações também não aparecem quando os sujeitos são avisados, antecipadamente, por um flash de luz, quando vão receber um estímulo stressante (por exemplo, um desagradável sopro de ar nas suas faces). Esta é a razão porque os sociopatas mentem tão bem e porque não são detectados (não regista) à mentira pelos equipamentos de detecção de mentiras (polígrafos).

Tudo isto não significa que os sociopatas não tenham emoções. Eles têm, mas em relação a eles mesmos, não em relação aos outros.

Em conclusão - O Erro de Descartes


António Damásio

António Damásio, o neurologista já referido, desenvolveu uma teoria, confirmando dados de outros autores, que poderia explicar porque pacientes com distúrbios provocados por lesões no cérebro têm estes problemas emocionais. Ele denominou essa teoria: hipótese do marcador-somático.

Na nossa vida passada, aprendemos a associar a certas situações sensações agradáveis ou desagradáveis, ou seja, determinadas emoções, e essas associações aprendidas modificam os padrões neuronais ficando, portanto marcadas.

Quando, mais tarde, somos confrontados com situações semelhantes, o marcador-somático rapidamente avalia as situações a fim de escolher uma opção e, por isso:
- o marcador-somático funciona como um incentivo e impulsiona-nos para essa opção ou acção;
- ou o marcador-somático inibe essa opção, não obrigando a gastar tempo a pensar sobre ela, o que leva à procura de alternativas.

De acordo com o Dr. Damásio, pessoas com lesões no lobo frontal têm muita dificuldade ou são mesmo incapazes de activar estes marcadores somáticos.

Ele diz: isto deprivaria o indivíduo de um dispositivo automático para sinalizar consequências negativas relativamente a respostas que poderiam trazer a recompensa imediata.

Damasio AR, Tranel D, Damasio H - Individuals with sociopathic behavior caused by frontal damage fail to respond autonomically to social stimuli

Isto explica também porque é que os sociopatas e pacientes com lesões no lobo pré-frontal mostram poucas respostas automáticas a palavras condicionadas socialmente e a imagens com conteúdo emocional, mas têm respostas normais a estímulos incondicionados (estímulos que desencadeiam respostas não aprendidas pelo sujeito) como outras pesquisas de Damásio mostraram.

António Damásio defende que não há separação entre a mente e o corpo. A mente tem uma base biológica, a mente e o cérebro constituem uma realidade única.

Defende também, no seu livro O Erro de Descartes que o pensamento racional exige o contributo das emoções e dos sentimentos: um indivíduo não consegue decidir racionalmente quer em relação a si quer em relação aos outros.
Os casos clínicos que Damásio investigou, levaram-no pensar que a tomada de resolução e a escolha de opções nas pessoas comuns não se faz baseada exclusivamente no exercício racional (Descartes), mas faz-se através de Marcadores-somáticos.

Bibliografia:

Artigo de Renato Sabbatini , artigo O Cérebro do Psicopata
Livro de Psicologia – Ser Humano 12º ano, Porto Editora
Comportamento neurológico – síndromes frontais
http://www.cerebromente.org.br
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=257&sec=47
http://www.psiquiatriageral.com.br/cerebro/texto9.htm
http://www.psiqweb.med.br/cursos/neurofisio.html
Entrevista com António Damásio e o caso de Phineas Cage – livro de psicologia 12º ano, Tema I
Mentes Criminosas, de Brian Innes
Revista de investigação criminal

Teresa F. Deus

Do http://mapadocrime.com.sapo.pt/cerebro%20psicopata.html

Cientistas identificam anomalias em neurônios de psicopatas

Pesquisa usou gatos como cobaias.
Descoberta abriria caminho para o desenvolvimento de remédios.Um grupo de cientistas britânicos chegou ao fim de um estudo que ajuda a entender a mente de pessoas de comportamento violento, antissocial. Isso pode ser o caminho para tratamentos eficientes das chamadas psicopatias.

O estudo foi feito inicialmente com gatos de laboratório. Conclusão: um gato agressivo tem sinais característicos no cérebro. Bem diferente de um gato mais dócil.

Mas foi com gente que a pesquisa surpreendeu. Ao comparar os cérebros de presidiários que cometeram homicídio, estupro e outros crimes bárbaros com cérebros de cidadãos pacatos, foi possível perceber desvios nos neurônios que conduzem os impulsos magnéticos cerebrais. É como se a mente de um psicopata tivesse estradas interrompidas ou mesmo alteradas.Em Londres, em um dos maiores centros de neurociência do mundo, os pesquisadores usaram máquinas de ressonância magnética para mapear a cabeça e tentar entender, afinal, o que se passa dentro dela.

A pesquisa comprovou a diferença anatômica entre os cérebros de um psicopata e de uma pessoa considerada normal. Essa descoberta, não só ajuda a entender o cérebro de um criminoso, mas principalmente abre caminho para o desenvolvimento de remédios e, quem sabe, a cura.No G1

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

sábado, 12 de setembro de 2009

Se em toda a vida fiz uma ação boa, no fundo da alma, agora me arrependo.

AARÃO - Ora, Lúcio! isso foi apenas ato de caridade, junto com o que ainda terás de ouvir de mim.
Foram seus filhos que mataram Bassiano e, após, violaram tua irmã, lhe amputaram as mãos brancas, a língua lhe cortaram, enfeitando-a da maneira que viste.
LÚCIO - Ó miserável! Chamas a isso enfeitar?
AARÃO - Ora, lavada foi, cortada, enfeitada, tendo sido tudo isso para os dois belo brinquedo.
LÚCIO - Oh! monstros como tu, bestiais e bárbaros!
AARÃO - Realmente, o guia eu fui do que fizeram. Da mãe lhes veio o espírito lascivo, tão certo como haver na mesa o trunfo; mas a sede de sangue foi comigo, parece, que aprenderam, tão verdade como atacar um cão de frente sempre. Bem, que meus atos provem quanto valho.
Atraí teus irmãos para a traiçoeira cova onde o corpo de Bassiano estava. E minha a carta por teu pai achada, tendo sido eu, também, que escondi o ouro de que nela se fala, combinado tendo tudo isso com Tamora e os filhos.
Que fato houve, em resumo, de que causa não achasses de dor, em que eu deixasse de tomar parte ativa? Usei de fraude para a mão de teu pai ver decepada, e, ao recebê-la, retirei-me à parte, chegando quase a arrebentar o peito, de tanta gargalhada. Colocara-me a espiar por um buraco da parede, quando a cabeça recebeu dos filhos, em troco da mão dele.
Vi suas lágrimas e ri-me tanto que fiquei com os olhos molhados como os deles, e após, no instante de contar à rainha a brincadeira, ela quase morreu de tanto gosto, ao ouvir minha história divertida, vinte beijos me dando pela nova.
PRIMEIRO GODO - Como! Contas tudo isso sem ficares enrubescido?
AARÃO - Sim, como um cão negro, como diz o provérbio.




LÚCIO - Não te sentes arrependido dessas vilanias?


AARÃO - Sim, por não ter dez mil como essas feito. Agora mesmo amaldiçôo o dia - e creio que bem poucos caem dentro do círculo maldito - em que eu deixasse de praticar qualquer notória infâmia, como seja: tirar a alguém a vida, ou, quando menos, maquinar-lhe a morte, violar uma donzela ou dar a idéia para tal fim, sob falso juramento contra algum inocente fazer carga, entre amigos semear a odiosidade, fazer que do alto caia e se arrebente o rebanho do pobre, às altas horas da noite incendiar medas e celeiros, para aos donos gritar que com suas lágrimas as chamas apagassem. Muitas vezes desenterrei dos túmulos os mortos, colocando-os de pé, junto das portas dos amigos queridos, justamente quando a dor já se achava quase extinta, na pele dos cadáveres gravando com minha faca, tal como na casca das árvores se faz, em caracteres romanos: "Não deixeis que a dor se extinga, conquanto eu já morresse".

Ora!milhares de ações terríveis fiz com a mesma calma com que mato uma mosca, nada havendo que tanto me entristeça como a idéia de mais dez mil não realizar como essas.
...
AARÃO - Oh! por que é muda a raiva e surda a cólera? Não sou criança medrosa, para às baixas orações recorrer e, muito menos, para me arrepender dos crimes feitos. Cometera outros, dez mil vezes piores, se possível me fosse realizá-los.
Se em toda a vida fiz uma ação boa, no fundo da alma, agora me arrependo.
TITO ANDRÔNICO - William Shakespeare

domingo, 6 de setembro de 2009

Nada detem os Psicopatas


...
Os psicopatas são assim Marcelo

Eles sentem a necessidade da excitação
Como diz a Ana Beatriz no seu Mentes Perigosas

Eles gostam de viver no fio da navalha

É Doutor eles não sentem medo não é?

Não!
Este desconforto físico que as pessoas sentem normalmente numa situação de perigo
Não!
Eles, se excitam!
Não param!
Dão mais um passo!
Como num desafio!

È. Eles estão desafiando mesmo não é doutor?Os códigos morais, as leis, a inteligência dos outros!

È isto ai Marcelo!
O medo,a consciência do que pode nos acontecer quando desafiamos determinadas situações de perigo detem a maioria das pessoas.
Mas não detem o Psicopata

Eles sabem o que é ilegal
Eles sabem exatamente o que pode ser feito e o que não pode ser feito
Mas simplesmente não se importam com isto
Estão acima disto!

É doutor, bem diferente dos nosso loucos!

Ah Ah os nossos loucos!
Os nossos loucos,quando fazem alguma coisa que transgrida a lei, eles não tem a menor noção do que estão fazendo.
Por isso é que eu acho injusto classificar de loucos os psicopatas como comumente se escuta por aí.
...
Texto do personagem Dr. Castanho na novela Caminho das Índias.

Todos os direitos da Rede Globo

sábado, 5 de setembro de 2009

Ana Beatriz Barbosa Consultora de novela diz que psicopata é incurável e esquizofrênico tem cura

A maldade e a frieza da psicopata Yvone (Letícia Sabatella), personagem da novela Caminho das Índias, habita entre nós, na vida real. A cada 25 pessoas, uma é perversa, desprovida de culpa e capaz de passar por cima de qualquer ser humano para satisfazer os próprios interesses. Os psicopatas são 4% da população. E não há cura para eles.

Quem afirma isso é a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que é consultora da novela e ajudou a construir a personagem Yvone. A autora Glória Perez se inspirou em um livro da médica, "Mentes Perigosas – o psicopata mora ao lado", que já vendeu mais de 120 mil exemplares.
Para Ana Beatriz, o grande desafio da novela é fazer a distinção entre o psicopata (Yvone) e o psicótico (Tarso, representado por Bruno Gagliasso), também chamado de esquizofrênico.

Segundo a médica, a diferença principal é que o primeiro tem um déficit no campo das emoções, é incapaz de sentir amor ou compaixão e é indiferente em relação ao próximo; já o esquizofrênico, é o oposto: ele tem afeto em excesso, é extremamente sensível e, "de tanto sentir e não se expressar, ele enlouquece". E para a loucura, há tratamento. 

"O psicopata não enlouquece nunca, pois ele não tem afeto. Ele não é capaz de se botar no lugar do outro e tentar sentir a dor que ele provocou. Mas o problema dele não é cognitivo, a razão funciona bem e ele tem a capacidade plena de distinguir o que é certo e o que é errado. Ele tem certeza que está infringindo a lei, mas não se importa com isso e até calcula os danos para saber o custo-benefício da ação", explica a psiquiatra.

Tratamento da esquizofrenia

A psiquiatra acredita que a principal mensagem da novela é que a esquizofrenia tem cura e precisa ser tratada com rapidez. Após o primeiro surto, 80% dos pacientes se curam; no segundo surto, são 50% os que se curam; e após três surtos, 30% dos pacientes são curados.

"Quando surge o primeiro surto, as pessoas levam muito tempo para procurar ajuda e negam a doença. A grande mensagem da novela é essa: busquem ajuda", disse.

Ela afirmou ainda que o tratamento, em qualquer caso, tem que ser feito até o fim da vida.

Psicopatas nascem psicopatas

De acordo com a consultora de Caminho das Índias, o psicopata já nasce com uma predisposição genética à manifestação desse tipo de comportamento de indiferença afetiva : "O sistema emocional do psicopata vem desconectado e não conecta novamente. Não tem cura até o momento".

 Foto: Sandra Lopes / Dviulgação

Foto: Sandra Lopes / Dviulgação

Mas a psiquiatra afirmou que essa manifestação pode ser aumentada ou diminuída:

"Se você tem uma sociedade que tolera desrespeito, preconceito, tiranias, injustiças, violências, isso acaba fomentando que psicopatas que manifestem mais. Se tem uma sociedade de tolerância zero, a tendência é reduzir essa manifestação. Uma pessoa não vira psicopata. Ela vai manifestando ao longo da vida". 

A impunidade alimenta a psicopatia

Segundo Ana Beatriz, os países mais capitalistas tendem a revelar maior número de psicopatas. Para ela, a recente crise econômica que abateu o sistema foi uma "crise de valores psicopáticos". Assim como os desvios de verbas e corrupções que afligem o Brasil e a impunidade diante de tais escândalos.

"Desvio de merenda escolar, por exemplo, isso atinge milhares de pessoas, são crianças que ficam sem estudar. Superfaturamento ou desvio de verba de medicamentos, todas são atitudes francamente psicopaticas", exemplifica, argumentando que os responsáveis por tais ações sabem que milhares de pessoas serão prejudicadas, ou seja, usam a razão e atuam sem qualquer sentimento.

A médica lembra que esses casos não entram em fichas policias, mas são tão graves quanto um assassinato: "As pessoas associam psicopatia com assassinato, mas a maioria dos psicopatas não mata". 

Níveis de psicopatas

Ana Beatriz afirmou que há três níveis de psicopatas: o leve, que aplica os famosos golpes 171 (estelionato ou fraude) e atinge uma pessoa; o moderado, que aplica o mesmo golpe, porém em uma esfera social mais alta (como o superfaturamento na compra de remédios para o sistema de saúde pública) e acaba lesando milhares de pessoas; e o grave, que seria o serial killer, o assassino para quem não basta matar, tem que haver atos de crueldade. Esse último tipo, porém, é raro. 

Dos 4% de psicopatas da população, 1% é grave e 3% são leves e moderados. A personagem Yvone, por exemplo, é uma psicopata de nível médio, pois ela sempre lesa uma só pessoa, nunca um grande sistema, e não é capaz de matar.

Segundo a médica, o grande tratamento para os psicopatas "é a postura que temos com essa pessoa". A grande arma da sociedade, segundo a médica, é não tolerar a impunidade.No G1

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Psicopatas - Além do traço de personalidade

(Adriana Vandoni) Existe algo intrigante na personalidade daquele homem. Estranho, mas ele não se abate com nada. Transparece uma normalidade tão absoluta, que mesmo em meio às maiores tormentas, mantém um equilíbrio assustador. Mesmo quando acusado dos crimes que de certo cometeu, seu semblante é inabalável. Um comportamento que não é humanamente normal. Sua frieza é tanta, que revela a ausência total de parâmetros de moralidade. Por outro lado ele é muito agradável e seguro de si.

A primeira vista ela também é encantadora e sedutora. Até os incrédulos, depois de uma conversa, por mais breve que seja, saem encantados com aquela mulher. Também pudera, de fala fácil e cativante, ela tem sempre a palavra certa para a hora exata, fala o que o interlocutor quer ouvir. Fala de tudo, e mesmo que fale sem profundidade, diz com uma segurança convencedora. Suas respostas espertas e suas histórias deslumbrantes, corroboram para a construção do seu fascínio. Quando é contestada, jamais se embaraça. Simplesmente muda a história ou distorce os fatos para se encaixar triunfante de novo. Ela cativa, mas vista com olhos mais apurados, percebe-se seu talento natural para mentir, enganar e manipular.

Obstinado em alcançar seu objetivo, ele não mede esforços nem discrimina os métodos, pelo contrário, facilmente recorre a esquemas, intrigas e claro, ao seu poder de convencimento. Prefere se rodear de pessoas sem escrúpulos, mas que lhe facilita a realização de suas ambições. Dominante e muito seguro de tudo o que diz, ele procura controlar os outros. Até aceita opiniões diferentes das suas, mas quando lhe são interessantes. E se por desventura alguém o enfrenta e ele se sente ameaçado, ai sim, seu equilíbrio se esvai, ele se torna agressivo, e friamente é capaz de cometer qualquer coisa para tirar aquela ameaça de seu caminho.

Desonesta por natureza, ela vive do poder que a possibilita obter vantagens de toda espécie. Compulsiva, cruel e impulsiva, e com uma inteligência é acima da média, ela manipula e usa as pessoas com grande facilidade. E sem sentimento algum, as descarta quando já não lhe servem mais. Remorso? Ela não sabe o que é isso.

Egocêntrico, ele se sente um ser superior regido por suas próprias normas. Sim, as leis não foram feitas para ele, pois sua sensação de onipresença o faz acreditar que tudo lhe é permitido.

Nesta simbiose entre ele e ela, nasce a fictícia personagem Rivone. E não se assuste, meu caro leitor, se você vier a reconhecer alguém da vida real nos traços de personalidade da Rivone. Saiba que ela é bem mais real que se pode imaginar. E pode estar em qualquer lugar. Pode ser o açougueiro, a manicure ou o político em quem você pode votar nas próximas eleições. Pode ser bela ou encantador. Sem estudo ou doutor. Pode ser qualquer um, afinal, estas são algumas das características de um psicopata.

Do Prosa e Politica da Adriana Vandoni  Matéria Alem do traço da personalidade

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mentes Perigosas



Entrevista com a médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva sobre psicopatia, tema do livro de sua autoria Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado.

1ª Parte
Programa: Sem Censura - TVE Brasil
Apresentação: Leda Nagle
Participação: Gloria Perez
Exibido em 06-11-2008



2ª Parte

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os Psicopatas Devastadores



O Psicopata
Ele domina a arte da intriga da manipulação
Mesmo porque eles são demasiadamente cerebrais
Eles não estão envolvidos emocionalmente com ninguem
Eles não sentem na verdade nenhum tipo de emoção
Eles fingem que sentem!
Representam as emoções
E assim passam como pessoas comuns
Como gente
Como todo o mundo
Eles fingem que sentem
Como o ator
São atores
Só que o palco deles
é a vida
E o enredo que eles criam
Causam reais devastações na vida das pessoas

-Entendi
Então eles nunca perdem o controle?

É,e mesmo quando eles perdem. Eles sabem onde querem chegar
Tem um Objetivo

Como é injusto taxar os psicopatas de Loucos

Texto do personagem Dr. Castanho na novela Caminho das Índias.
Todos os direitos da Rede Globo

Psicopatas e o ponto fraco



Uma das caracteristicas do psicopata eles menosprezam a capacidade dos outros, se acham superiores, são mais espertos, são mais inteligentes que todo o mundo que acabam se enrolando na própria prepotência

O senhor diria que é este o ponto fraco deles? Que é por aí que eles são pegos?
È justamente, eles não se satisfazem só em fazer.

Eles querem se exibir de alguma forma...

Texto do personagem Dr. Castanho na novela Caminho das Índias.
Todos os direitos da Rede Globo

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sintomas Psicopatas


Principais Sintomas

1. - Encanto superficial e manipulação

Nem todos psicopatas são encantadores, mas é expressivo o grupo deles que utilizam o encanto pessoal e, conseqüentemente capacidade de manipulação de pessoas, como meio de sobrevivência social.Através do encanto superficial o psicopata acaba coisificando as pessoas, ele as usa e quando não o servem mais, descarta-as, tal como uma coisa ou uma ferramenta usada. Talvez seja esse processo de coisificação a chave para compreendermos a absoluta falta de sentimentos do psicopata para com seus semelhantes ou para com os sentimentos de seu semelhante. Transformando seu semelhante numa coisa, ela deixa de ser seu semelhante.O encanto, a sedução e a manipulação são fenômenos que se sucedem no psicopata. Partindo do princípio de que não se pode manipular alguém que não se deixe manipular, só será possível manipular alguém se esse alguém foi antes seduzido.

2. - Mentiras sistemáticas e Comportamento fantasioso.

Embora qualquer pessoa possa mentir, temos de distinguir a mentira banal da mentira psicopática. O psicopata utiliza a mentira como uma ferramenta de trabalho. Normalmente está tão treinado e habilitado a mentir que é difícil captar quando mente. Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada.O psicopata não mente circunstancialmente ou esporadicamente para conseguir safar-se de alguma situação. Ele sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. E mente, muitas vezes, sem nenhuma justificativa ou motivo.Normalmente o psicopata diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado, simulando tentativas de suicídio, etc.É comum que o psicopata priorize algumas fantasias sobre circunstâncias reais. Isso porque sua personalidade é narcisística, quer ser admirado, quer ser o mais rico, mais bonito, melhor vestido. Assim, ele tenta adaptar a realidade à sua imaginação, à seu personagem do momento, de acordo com a circunstância e com sua personalidade é narcisística. Esse indivíduo pode converter-se no personagem que sua imaginação cria como adequada para atuar no meio com sucesso, propondo a todos a sensação de que estão, de fato, em frente a um personagem verdadeiro.

3. - Ausência de Sentimentos Afetuosos

Desde criança se observa, no psicopata, um acentuado desapego aos sentimentos e um caráter dissimulado. Essa pessoa não manifesta nenhuma inclinação ou sensibilidade por nada e mantém-se normalmente indiferente aos sentimentos alheios.Os laços sentimentais habituais entre familiares não existem nos psicopatas. Além disso, eles têm grande dificuldade para entender os sentimentos dos outros mas, havendo interesse próprio, podem dissimular esses sentimentos socialmente desejáveis. Na realidade são pessoas extremamente frias, do ponto de vista emocional.

4. - Amoralidade

Os psicopatas são portadores de grande insensibilidade moral, faltando-lhes totalmente juízo e consciência morais, bem como noção de ética.

5. - Impulsividade

Também por debilidade do Superego e por insensibilidade moral, o psicopata não tem freios eficientes à sua impulsividade. A ausência de sentimentos éticos e altruístas, unidos à falta de sentimentos morais, impulsiona o psicopata a cometer brutalidades, crueldades e crimes.Essa impulsividade reflete também um baixo limiar de tolerância às frustrações, refletindo-se na desproporção entre os estímulos e as respostas, ou seja, respondendo de forma exagerada diante de estímulos mínimos e triviais. Por outro lado, os defeitos de caráter costumam fazer com que o psicopata demonstre uma absoluta falta de reação frente a estímulos importantes.

6. - Incorregibilidade

Dificilmente ou nunca o psicopata aceita os benefícios da reeducação, da advertência e da correção. Podem dissimular, como dissemos, durante algum tempo seu caráter torpe e anti-social, entretanto, na primeira oportunidade voltam à tona com as falcatruas de praxe.

7. - Falta de Adaptação Social

Já nos primeiros contatos sociais o psicopata, desde criança, manifesta uma certa crueldade e tendência a atividades delituosas. A adaptação social também fica comprometida, tendo em vista a tendência acentuada do psicopata ao egocentrismo e egoísmo, características estas percebidas pelos demais e responsável pelas dificuldades de sociabilidade.Mesmo no meio familiar o psicopata tem dificuldades de adaptação. Durante o período escolar tornam-se detestáveis tanto pelos professores quanto pelos colegas, embora possam dissimular seu caráter sociopático durante algum tempo. Nos empregos a inconstância é a característica principal.

Como são e agem os Psicopatas

Charme
Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com freqüência. Seja na cadeia, seja em multinacionais.

Inteligência
O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem se passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado o colegial.

Ausência de culpa
Não se arrepende nem têm dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza de que nunca erra.

Espírito sonhador
Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo se a situação do sujeito estiver miserável, ele só fala sobre as glórias que o futuro lhe reserva.

Habilidade para mentir
Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina.

Egoísmo
Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo ok para ele, não interessa como está o resto do mundo.

Frieza
Não reage ao ver alguém chorando e termina relacionamentos sem dar explicação. Sabe o cara que “foi comprar cigarro e nunca mais voltou?” Então.

Parasitismo
Quando consegue a confiança de alguém, suga até a medula. O mais comum é pedir dinheiro emprestado e deixar para pagar no dia 31 de fevereiro.

Na Super Interessante